O Lixa Bike Tour, surge em 2018, aquando do regresso da Expolixa, após 15 anos de interregno, para a sua 18ª edição. Havia que chamar à atenção dos Lixenses, para o regresso da Expolixa e esta foi uma das formas encontradas para a promover, percorrendo as freguesias da Lixa, anunciando o regresso da que fora, outrora, a maior Feira Nacional de Bordados.

De lá para cá, a iniciativa foi-se repetindo, em 2019 com igual propósito. Em 2020 não foi possível realizá-la devido à pandemia, mas em 2021, com todas as cautelas e as restrições impostas por condições sanitárias, o Lixa Bike Tour voltou, ainda com mais força. É um crescimento idêntico que esperamos para este ano, ultrapassando a centena de participantes.

Pelo caminho foram surgindo novos objetivos, como integrar as comemorações da elevação da Lixa à categoria de Cidade, o que aconteceu em 2021. Destacar, a cada ano, uma marca de vinhos da região, que este ano será a Quinta da Lixa, que sempre esteve connosco desde a 1ª edição, quando atravessamos a Quinta dos Lagareiros e visitamos os moinhos de água, até à travessia, do ano passado, que proporcionou aquelas recordações inesquecíveis pela objetiva do arquiteto/fotógrafo Hélder Oliveira.

E, claro, as visitas culturais, que nos revelam caminhos de Santiago outrora intransitáveis; restos de lugares belos e com história, deixados em ruínas, como o que visitaremos este ano; património nacional por descobrir, como a Quinta de Simães, hoje em alojamento local muito recomendável.

E, sem ser de propósito, mas porque sim, temos feito questão de, pelo menos uma vez, inaugurarmos todas os percursos de ciclovia que nos vão sendo disponibilizados, mas que ainda não equilibram a dificuldade crescente em encontrar caminhos em terra, mesmo nos montes. Ora são vedados depois da nossa passagem, ora surgem com alcatrão ou em paralelos, mesmo sem ter casas para servir. Para não falar dos caminhos com caráter público que deixam de o ter, porque surgiram outros acessos e alguém tratou de os alienar.

É já muita história para contar, ao longo destas 4 edições, mas o mais importante é a prática desportiva, o gosto pela natureza, a defesa da preservação do planeta, o convívio entre todos os participantes, a colaboração de todos, incluindo as entidades locais, e o mínimo de patrocínios de promoção local e de garante da sustentabilidade e autonomia do evento. Fica um último desafio a todos os participantes! O de conseguirmos, a cada nova edição, aumentar ao número de cicloturistas, fazendo assim baixar a média de idades que, apesar de já ter melhorado, ainda está nos 37 anos. E, quando se justificar, faremos uma parte do passeio só para os juniores. Até domingo, e um Bom Passeio a todos os que teremos a satisfação de merecer a sua companhia. Tudo faremos para voltar a agradar.

P.S.: O branco é um apelo à Paz que julgamos dever ser um sentimento unânime.